by Max Barry

Latest Forum Topics

Advertisement

The Technocracy of
Democratic Socialists

Overview Factbook Dispatches Policies People Government Economy Rank Trend Cards

1

Tigresia-Jandira | História (WIP)

c. 6000 a.O
Primeiros povos começam a ocupar a região central da Telephassa, espalhando-se pela região do Tigropotâmia, ocupando desde as montanhas Fouxey até as planícies de Haeropol. A estes povos, é dado o nome de gronzunachs, que, numa tradução mais moderna, pode significar "primeiros grandes" ou "primeiros ocupantes".

Há registros arqueológicos que dizem que essa proto-civilização, de costumes sedentários tribais, teve sua máxima expansão até meados do século XXXVIII a.O, mas pouco se sabe sobre o destino que teve os gronzunachs. Sabe-se que os povos gronzunachs tiveram seu declínio com a chegada dos ohmanni, e especula-se que houveram guerras entre os primeiros ohmanni e os gronzunachs, guerras estas que culminaram na teoria da Dispersão Gronzie, um evento histórico que teria feito este povo se espalhar pela Telephassa ou migrar para outras terras. O que é certo, entretanto, é que pouco restou desta civilização nos dias atuais, até mesmo com os registros arqueológicos de sua existência sendo raros.

Era Ohmanni (3126 a.O - 1837 a.O)
O período compreende todo o momento desde a fundação, expansão, auge, declínio e queda da Gross-Ohmannien, ou Grã-Ohmannia, um império que expandiu-se a ponto de dominar toda a bacia do rio tigropotâmia durante pouco mais de um milênio.

Os ohmanni são um dos maiores mistérios da história de Tellus. Os registros históricos chamam eles assim por causa da descrição encontrada em um dos vários Relatos de Saran, registros datados de 1933 a.O feitos pelo historiador Saran de Catall (c. 1957 a.O - c. 1886 a.O), que viajou pela Telephassa e registrou todas as suas viagens, e que contam muito sobre o mundo da época. Nos registros, há a afirmação de que um ohmanni comum era muitíssimo diferente dos povos ao redor, e descreve muito da sociedade e cultura ohmanni. Leia o texto abaixo:

"O ohmanni um ser muito variável, com os menores medindo dezessete sacas[1] (1,59 m) e pesando desprezíveis vinte e seis discos[2] (58 kg), enquanto os mais robustos e valorosos podem ultrapassar as vinte e uma sacas (1,96 m) e impressionantes cinquenta discos (111,5 kg), inclusive sendo o governante desta cidade um ohmanni com quase vinte e duas sacas. Surpreendi-me que eu, que achava-me alto medindo dezoito sacas, estou dentre os menores neste lugar.

Mas, diferente dos taigros, fuchsan, attilanes e até mesmo os lycos e draches, dentre todos estes povos do norte, nos surpreende as feições físicas destes grandes guerreiros. Este que me recebeu em sua casa, Vulfen'agnan, e que é um dos guerreiros, vive com não mais do que um pano rubro sobre suas genitálias, e disse-me que apenas o usa por minha presença. Insisti-lhe para não incomodar-se com minha presença, mas recebi a resposta de que isto é um costume de seu povo.

O que me impressionou, entretanto, é que seu corpo não é pelado como o de todos os outros povos. Pude ver uma fina mas visível cobertura de pelos, que se estende por todo seu corpo, sendo menor no rosto e maior nos pés e mãos. Esta cobertura, inclusive, muito me lembra as listras dos ferozes tigres, até sua coloração alaranjada, branca e preta me fez muito pensar se este gentil cavalheiro não possui ancestralidade dentre os animais das vastas florestas desta região. Outro fator importante são as orelhas, semelhantes aos estranhos elfos que pude testemunhar nas montanhas de Primaterna, mas diferentes a seu modo, pois são menos longas e tão pontudas quanto. Perguntei-lhe se eram parentes destes, mas Vulfen'agnan não soube me responder, disse-me apenas que eram "filhos da deusa", e que próximos a aparência ideal deveriam ser. O nariz deste também é demasiado diferente, tendo suas narinas uma cor diferente de sua pele, sendo mais escuras e tendo uma textura estranha, mas não ousei tocá-las.

Quando este serviu-me uma bebida diferenciada, que ele disse ser uma espécie de chá de ervas que revigoravam seu povo, pude notar que, dentre a pelugem mais grossa em seus dedos, verdadeiras garras estavam visíveis, e que o mesmo acontecia em seus pés. Perguntei-lhe sobre aquilo, e ele parecia orgulhar-se de possuir tais armas, afirmando uma frase que não esquecerei: "o maior orgulho de um guerreiro é sua arma". Isso me deu a entender que ele utiliza tais garras em seu dia a dia, talvez até mesmo como arma, mas descartei esta hipótese ao ver três lanças presas em sua parede.

Num dado momento, cinco traços[3] (5 h) após ser recepcionado, acompanhei-o num ritual religioso, e pude notar que ele passava uma espécie de tinta que produzia brilho próprio sobre as marcas de listras em sua fina pelugem. Tive a oportunidade de perguntar-lhe o que aquilo significava, e recebi a resposta de que aquele ritual era feito em nome da deusa Kashan, que conhecemos como Casean, e que pintar-lhe as marcas de listrar indicava um pedido de união dentre seu corpo e seu espírito animal. Como estava por ali, pedi-lhe para fazer o ritual também, e fui levado a um ponto onde muitos ohmanni jovens realizavam rituais de descoberta.

Participei do ritual de descoberta, e fiquei surpreso ao ver que uma mulher conduzia o rito. A ohmanni, um pouco menor do que eu, tinha também uma pelugem em seu corpo belo, mas esta era acinzentada e branca, com manchas marrons constantes e apenas nas áreas cinzentas, como os leopardos dos alpes do sul. As pinturas em seu corpo não seguiam um padrão que pude identificar, e ela fez-me tomar uma bebida quente enquanto traçava runas por minha pele. Por fim, tive a resposta de que minha alma era muito ligada às almas lupinas, e expliquei que nasci junto aos lycos, o que poderia explicar tal resultado. Mesmo assim, eles me receberam muito bem, e me ofereceram tatuar uma runa de um lobo em meu tórax, o que aceitei de muito bom grado.

Minha estadia dentre os ohmanni durou mais alguns dias, e nestes fui conhecendo mais de sua sociedade. Conheci uma ohmanni que vendia poções, chamada Maeir'aen, e esta me contou muito sobre o comércio, que era feito de forma livre pelos habitantes, e que o governante enviava, dia sim, dia não, algo que não sei como escrever, mas que me parece um cobrador de impostos, que recolhia uma oitava do que ela vendeu no dia se fosse um dia bom de vendas, e uma vigésima se fosse um dia mais fraco. Vi, nessa, que temos muito a aprender com os ohmanni, pois ela me contou de um caso onde, momentos antes do coletor chegar, um comerciante foi atacado por bandidos e golpeado. O coletor, então, levou o comerciante ao centro da cidade, onde fica a sede do governo. O governante, compadecido, repôs-lhe o valor furtado, e o isentou por dois ciclos para que este pudesse recuperar-se.

Antes que me esqueça, devo contar também o quão interessados ficaram vários ohmanni ao verem-me anotar tudo o que acontecia em meu idioma. Boa parte de meus dias foi dedicada a ensinar-lhes meu idioma e contar meus costumes e conhecimentos, o que me fez alegrar o coração. Tão curiosos são eles, por isso possuem tanto conhecimento em mãos. Sua harmonia entre fé, conhecimento e natureza mostra que temos muito a aprender com este povo. Chego a ficar triste em ter que partir destas terras, mas minhas pernas não sossegarão enquanto não caminhar por todo este mundo."

[1]: 1 saca = ~9,37 cm
[2]: 1 disco = ~2,23 kg
[3]: 1 traço = ~1 hora

Era dos Stadsten (1837 a.O - 1026 a.O)
Reinos Fuchsan, Proto-Atlantes e Lyco-Drachens
Tigbrullianos, Sovnianos e Haeropolis

Domínio Varserk (1026 a.O - 774 a.O)

Era da Fragmentação (774 a.O - 179 a.O)

Tigropotâmicos vs. Sacro-Imperio Telephassônico (179 a.O - 209 d.O)

Era das Várias Nações (209 - 562)
Reino de Tigresia
Reino de Jaendiren
Comunidade Alicantina
Reino Unido de Lowenne-Paraic
Reino de Fuchs-Caniburg
Sereníssima República Atlante
Nações Haeropolitenas
Império Lycan
Império Draconn
Nações Sovn-Fortunianas
Nações Tigbrullianas
Império Arctino

Fórum dos Felinos e Grande Guerra Tigropotâmica (562 - 854)

Era de Sangue (854 - 1037)

Concílio de Wittendorf e Unificação Tigrino-Jandirense (1037 - 1231)
União Tigrino-Jandirense
Guerras de Expansão

Disputas das Raças e Tigresia-Jandira não-Tigrssien (1231 - 1586)
Segunda Grande Guerra Tigropotâmica
Guerra do Trono do Tigropotâmia
Primeiras Colonizações

Regresso Tigrssien e Era Dourada (1586 - 1671)
Reformas Wolfganguistas
Guerra Épica Telephassônica

Declínio e Revolução Rhenista (1671 - 1716)

República Tigrino-Jandirense (1716 - 1742)

Restauração, Democratização e Revolução Industrial (1742 - 1831)

Século Perdido (1831 - 1897)
1ª Guerra Mundial (1865 - 1873)
Mini Era do Gelo Contemporânea (1868 - 1901)
Crise dos Três Tigrssien

Milagre Tigrino (1906 - 1944)
2ª Guerra Mundial (1899 - 1904)
Reforma de Thaddaus
3ª Guerra Mundial (1937 - 1944)
Bombardeamento nuclear de Belém

Era da Ciência (1944 - 1979)
Tigresia-Jandira como potência dominante
Criação da Computação e Internet
Revoluções Acadêmicas
Revolução Verde

Era de Transformação (1979 - Atual)
Acidente de Tigbrullen
Surgimento dos Híbridos
Primeiro monarca deposto
Surgimento dos Aprimoramentos Biológicos
Guerra anti-fascista
4ª Guerra Mundial
Nação híbrida

Report